Você não vai me ver, assim como anglófonos nativos, forçar um plural do termo originalmente incontável:
software. Representa justamente o que é intangível da computação, cujo elemento material é chamado de
hardware (como equipamento/ferramenta), igualmente incontável.
Ainda que haja fartura de registros de pluralização pela adição de S em material lusófono, resisto e faço o convite para isto: dar preferência ao plural de palavras perfeitamente cabíveis da nossa própria língua, tais como
programas,
sistemas,
aplicações.
Para usar o termo original em alguns casos em que realmente pode expressar melhor algo mais genérico, proponho preservar sua ideia abstrata e, se plural, fazê-lo como complemento, evitando a distorção:
projetos,
conjuntos,
pacotes,
trabalhos etc.
de software.
Também vale para quando individualizar: um programa, um sistema, uma aplicação, um aplicativo. "O
software" é abstrato.
"Um software", nessa proposta, é algo a evitar.
Essa descrição é, basicamente, de como anglófonos usam o substantivo
software.
Isso pode ser considerado um preciosismo exagerado, perfeccionismo, como muito do que acabo me envolvendo. Contudo, gosto demais de tentar aprimorar aquilo que consigo, pessoal ou coletivamente. Não é a intenção censurar quem não adere à ideia. E, claro, crítica também é bem-vinda, quando construtiva. ✌️
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